Aí era lencinho de papel que não vencia: galinha espirrando daqui, porco tossindo dali, um bando de mexicano suando frio sem saber se era a tal gripe mutante ou aquela pimenta malagueta que eles comem no café da manhã... que gastuuuuura!!
Ninguém sabe, ao certo, como isso começou. Vai ver tudo teve início numa vilazinha de algum “xicano” despreocupado com a saúde, que saiu espirrando depois de ter terminado de limpar o chiqueiro, foi pra casa tomar banho, foi recebido aos berros pela Maria Joaquina (que a essa altura, amados, deixou de ser Carrousel para virar a própria Montanha Russa de tão enorme e cheia de curvas), já cramando por estar sem seu desodorante favorito. O pobre Pepe Legal vai até a lojinha que fica no posto de gasolina bem no meio do caminho entre a vila dele e Cancun, onde, exatamente, um bando de vans de turistas que não tem mais o que fazer naquelas piscinas extraordinariamente lindas de Cozomel e resolvem fazer um “city-tour” pelo lado pobre (quer dizer, mais pobre) do México. Quando está pagando o desodorante no caixa, aaaaaaattcchhiiiiiiiiimmmm!!! Um mega espirro bem em cima daquele americano mais branco que o sorvete de creme que ele acabou de comprar. Aí, queridos...... fudeu!!! (perdoem-me o palavrão, mas não achei outra palavra que coubesse tanto aqui).
Pronto! Epidemia declarada! O americano voltou pra Cancun, espirrou em cima dos carregadores do hotel, do taxista que o levou pro aeroporto (que, por sua vez, fez mais umas 5 ou 6 viagens espirrando), chegou na América e espirrou em cima do rapaz que corta a grama dele, que espirrou na frente do outro patrão que estava de saída pra uma viagem à Espanha... o resto é história, misturada com ranho (ai que nojo)....
O mundo inteiro se mobilizou pra tentar conter esse surto do coitadinho do porquinho dodói. O problema é que ninguém sabe ao certo que raio de doença é essa. Se é realmente uma gripe suína, se é só uma variaçãozinha da gripe humana... Essa semana uma mulher foi internada em São Paulo com suspeita de gripe suína e era, na verdade,
sinusite. Que desespero é esse, não?Os governos de quase todo o mundo resolveram gastar parte de seus recursos comprando máscaras para serem distribuídas nos aeroportos para os passageiros que chegam dos lugares onde o vírus se manifestou, o tal vírus da gripe suína... ou como eu vi na Wikipédia (rs... nem só de Google vive o ser humano), também chamada de gripe PORCINA.
Mas... Porcina não era a viúva de Roque Santeiro? Ou, para aqueles que se lembram, o famoso fotógrafo das borboletas Jorge Tadeu? Olha eu viajando de novo! Louca!! Ou não? Será que perdi o foco? Vejamos: máscaras para evitar a Porcina.....tempo para divagar........ Faz sentido, amados! Pelo menos na minha mente insana, faz.
Veja bem: levemos isso para outro ponto. Porcina foi uma viúva, quer dizer, falsa viúva que vivia de trambiques junto com Sinhozinho Malta (tô certa ou to errada?). Isso a torna uma mentirosa. Quem mente ou vive uma mentira, tem uma doença chamada mitomania (não vou me aprofundar muito nessa questão porque não sou especialista nisso, mas vou usar para chegar onde quero). Se Porcina tinha mitomania e mitomania é uma doença, então Porcina é uma doença, logo, SIM a máscara serve para evitar Porcina!
Credo, que loucura!! Vou tentar colocar o que quero mostrar de uma forma mais clara:
Já pararam pra pensar quão bom seria se, mesmo não sabendo exatamente o que está acontecendo, pudéssemos usar máscaras simplezinhas, daquelas de pano mesmo, para nos proteger de doenças ou quaisquer outras coisas ruins que possam nos rodear? Já pensaram como eu ficaria feliz em usar essas máscaras quando tivesse que lidar com gente burra, ou que usam meias sociais com tênis, ou com mulheres de pochete ou com costeletinha?? Sei lá se mau gosto pega???? (nem terminei o texto e já atingi meu grau máximo de putacidade só de lembrar dessas coisas)
Como seria sensacional que uma pequena máscara pudesse proteger as pessoas do mau humor, das mentiras, da maldade, da falta de paciência dos outros. Ou, ainda, como seria fácil se soubéssemos que era só falar ou fazer alguma coisa perto de alguém que estivesse sem máscara para que essa pessoa se contagiasse com aquilo e saísse fazendo igual. Por exemplo: pessoas pacientes viriam falar comigo quando eu estivesse “desmascarada” e conseguiriam me fazer ter mais paciência com gente; ou melhor, pessoas que gostam de gente (como isso é possível, meu Deus?), usariam da minha falta de barreira para me fazer gostar também.... toc toc toc (bate na madeira)!!
Saindo de mim, como seria bom que pessoas espalhassem outros vírus pelo mundo. Vírus de consciência, vírus de paciência, vírus de afetividade, de respeito, de carinho, confiança, paz.. e porque não, AMOR?
Infelizmente o mundo só se dá conta e tenta se remediar quando as catástrofes já estão batendo à nossa porta. Porque não usamos tamanho empenho quando alguma coisa boa acontecesse? Sabe o que seria bom com essa pandemia de gripe suína? Que aquele bando de passagens aéreas usadas por parlamentares a torto e a direito tivessem levado alguns deles até o México e espalhado a tal mutação pelo congresso. Assim, quem sabe, a maioria deles ficaria de cama (claro que ninguém aqui quer um desfecho trágico pra ninguém, né!?) e não fariam mais besteiras. E digo a maioria porque uma minoria lá usam máscaras de proteção e não se contaminaram com aquela sujeira toda que insiste em circular pela Praça dos 3 poderes.
Salvem as máscaras!!! Eu acho que deveria haver um decreto universal: USEMOS MÁSCARAS!! Por tempo indeterminado. Vamos nos proteger de todas as doenças psicossomáticas (ou não) pelo mundo. Vamos nos proteger dos sentimentos ruins ou até mesmo da ausência de qualquer sentimento!
Usemos nossas pequenas máscaras de proteção até que se encontre uma vacina! Não só pra tal gripe suína. Mas para tudo isso que existe de ruim.
Se tivéssemos a certeza que bondade “pega”, proibiríamos qualquer um de usar máscara. Mas, infelizmente, coisas boas não se propagam pelo ar ou se alastram como vírus por aí... Nunca ouvi falar em remédio para prevenir a felicidade, a verdade, a justiça, a paz ou o amor. Tem remédio pra para a dor, diminuir a TPM.. até remédio pra crescer o cabelo (se bem que, pra alguns, isso é bom), menos pra nos imunizar pra dor na alma, vazio no coração...
Sendo assim, enquanto não se encontra a cura para tudo isso, ou uma vacina para aqueles que querem ser imunizados, USEMOS MÁSCARAS. Senão máscaras físicas, compradas em qualquer loja de produtos de segurança ou hospitalar, as máscaras do bom senso. Aquelas que não nos permitem contagiar por coisas ruins ou erradas que nos rodeiam diariamente. Máscaras de consciência que possam ser tiradas quando o vírus a ser espalhado é o do carinho, do amor, da paz...Eu já comprei a minha!! Não saio mais de casa sem ela.. Sei lá se um porquinho que tomou friagem e está com o peito carregado vai cruzar meu caminho?! Ou dou o azar de esbarrar numa pessoa se entupindo de chocolate, falando de boca cheia, vestida com blusa e bermuda de viscose e andando com a Rebeca sem coleira!!!! Tô fora!!!


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