segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O gene do Egoísmo

Era pra ser a trilogia do Poderoso Chefão. Mas aí, como não tinha, o cara da locadora sugeriu um que tinha a capa e a sinopse boa. Surpresa total! O bendito filme pairou sobre meus pensamentos o final de semana inteiro. É louco! Não é nenhuma mega produção não. Tanto que na sexta, eu dormi no começo... Pô, tava cansada! Mas aí no sábado, hora do almoço... tal... nada pra fazer.. vamos ver o filme? A-D-O-R-E-I. É de se pensar!! E foi isso que aconteceu.
O tal filme trata da “Matemática da Morte”. O quanto você suporta de dor até matar alguém que você ama. É, meu nego... é punk! As pessoas responsáveis por um estupro e assassinato que foi arquivado por falta de provas são submetidas à tortura enquanto alguém que eles amam esperava para ser eletrocutado quando os torturados não aguentavam mais de dor. Bom.. tem que assistir.. .
Mas o enredo do negócio é que todos somos construídos por genes. E esses genes apenas respondem ao que está escrito neles. Ninguém é herói. Ninguém se sacrifica por ninguém até o último grau. Chega uma hora que a carne fala mais alto que o amor. Para o assassino, amor é “bullshit”.
Claro que não vou contar todo o filme, mas o importante é que nos faz levantar algumas questões.
Quem nunca foi egoísta? Claro que não ao ponto de ter que matar alguém para parar de sentir dor. Bom, pelo menos não no sentido estrito da palavra. Mas quem nunca ficou feliz em ver outra pessoa numa situação menos favorável? Principalmente quando o assunto é “o coração”. Indubitavelmente você preferiria ver o seu ex-namorado triste, gordo ou magrelo, sozinho a vê-lo lindo, sarado e na balada. Ou aquela sua amiga, que saiu com seu ex e depois de tomar o “tôco” (exatamente como ele fez com você) ficou mal, engordou (sim, porque se ela emagrecesse, até você ia querer brigar com o ex de novo), tá precisando tingir o cabelo, horrorosa.... Vai falar pra mim que queria que ela estivesse linda e loira?? Aaaaaahhh tá!!
Mas têm coisas piores. Há quem prefira ver a desgraça dos outros a ver essas pessoas felizes. Quantas vezes não escutamos “Antes ele do que eu!”. Há até quem prefira perder alguém pra morte a perdê-lo pra outra pessoa... Sem contar os Lindembergs da vida que preferem matar quem eles “dizem” amar a ver esse alguém vivendo a própria vida.
Tem coisinha simples também. Tipo não atender ao celular porque sabe que quem ta ligando vai te pedir alguma coisa; ou dizer que não tá com fome quando alguém da sua casa te pergunta, só por preguiça de pensar na hipótese de cozinhar; dizer que aquela blusa linda que sua amiga (não aquela do “tôco”) pediu emprestada tá lavando só porque você sabe que ela fica liiiiinnndddaa com ela; fingir um sono absurdamente pesado, mesmo sabendo que seu cônjuge (hehehe) está “tinindo” de vontade; ou, simplesmente dizer que acabou de fazer as unhas pra não ter que lavar a louça.
Enfim... o cara que estudou isso e até fez um livro chama-se Richard Dawkins. Pra ele, todos os seres vivos são máquinas criadas por genes. Acrescenta ainda que uma das qualidades dominantes de nossos genes é o egoísmo implacável, que gera egoísmo no comportamento individual... aaaaaaaarrrrrrrrrrrrgggggghhhh Que gastuuuuuuuuuurrrrrrraa!!! Credo como to falando sério!!
Corre com esse Dwakins daqui!! Deus me livre acreditar que as pessoas tem mesmo essa qualidade dominando algum de seus outros sentimentos mais benéficos. Prefiro acreditar que todo mundo é simplesmente humano. E que, de vez em quando, queremos sim ver aqueles que nos fizeram sofrer, sofrer um pouquinho também.. mas nada que o vá machucar. Só pra aquela dorzinha de cotovelo ser amenizada. Coisinhas tontas que depois de algum tempo faz a gente rir da bobagem que pensamos...Pelo menos QUERO acreditar nisso.
O filme é surpreendente pelo seu final – que eu não vou contar aqui, claro! Mas assim como nele, eu também creio que no final, o amor sempre supera tudo. E que seria egoísta demais achar que somos perfeitos como nosso Criador. Mas que é totalmente permitido errar. Ao contrário disso, jamais poderíamos procurar não cometer os mesmos erros. Apesar de que, amados, inteligente mesmo é quem aprende com o erro dos outros e tenta com afinco não cometer seus próprios!!

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