Às vezes eu tenho um negócio estranho aqui dentro do peito, sabe? Tipo um aperto, misturado com vazio, com palpitação... tem horas que tenho certeza que meu coração tá ensaiando a “paradinha” da Viradouro ou a “viradinha” do Tiesto. É um sentimento estranho. Não dá pra explicar. O curioso é que isso acontece do nada. Tem dias que ta tudo ótimo, o humor está fenomenal, como se eu tivesse chupado umas 20 balinhas de lítio. Eu dou
risada, faço os outros rirem, até cumprimento as pessoas... Mas têm dias que é melhor nem dizer “olá” porque eu sou capaz de morder (e segundo a minha irmã, eu mordo mesmo – mas eu sou vacinada, tudo bem.). Isso sem falar naqueles benditos dias em que eu choro até com propaganda de seguro de vida. Menino, não posso ver nem o Chaves levando um crock do Seu Madruga que to eu lá... em prantos!!
Aahhh!! Vamos deixar bem claro aqui que NÃO estou falando de nada relacionado à TPM, ok? Sim porque se essas coisas acontecessem só durante esse período, ótimo! Pelo menos eu já saberia quando me evitar. Sim... porque se eu não fosse eu, não iria gostar de mim.
Mas o que eu to tentando explicar é o tanto de dificuldade que a gente mesmo põe na nossa vida. Seria tão mais fácil viver tranquilamente... Imaginem: Acorda, come alguma coisinha de leve, faz seus exercícios, banho, vai trabalhar, almoça, trabalha mais um pouquinho, volta pra casa, come alguma coisa, conversa com as pessoas de casa ou até mesmo os amigos, outro banhinho, come alguma coisa e vê TV até dormir. Pronto! Cronograma aprovado!
Mas não.... A gente insiste em mudar tudo. Já acorda xingando porque perdeu a hora da hidroginástica e agora vai ter que tomar banho correndo pra ir trabalhar e nem vai perder as calorias que você ia poder compensar com aquele pudinzinho que você já tava imaginando (eu, particularmente prefiro uma coxinha),aí chega no trabalho de MH (mau-humor para quem não sabe) porque ta morrendo de fome e não deu tempo de comer nada, aquele monte de coisa pra fazer e que, provavelmente, vai atrasar seu almoço e isso já te deixa p*** da vida; almoça um lanche horrível de atum porque seu MH fez você ficar cramando pra Nadir a manhã inteira e o relatório ainda não ficou pronto; olha pro relógio e já são 6h15 da tarde e você tem que sair correndo pra pegar sua sogra no médico que terminou a consulta às 5h30 e você já sabe o que te espera – Que gastuuuuuuuuuurrrrraaaaa!!. Larga a “amada” na casa dela, passa na padaria, olha aquele pudim que você NÃO vai poder comer porque faltou na hidro e leva só meia dúzia de pãezinhos; chega em casa, tem um bilhete do “respectivo” dizendo que foi jogar sinuca e vai demorar um pouquinho porque é aniversário do Gustavo (o cachorro não teve nem coragem de ligar no seu celular pra não ouvir besteira); você come dois dos seis pãezinhos jurando que amanhã vai malhar em dobro pra compensar; olha pro seu cachorro (porque não tem mais ninguém em casa pra conversar) e diz “Tá vendo, Nicolas? Porque que eu não nasci cachorro? Ia estar aí, como você, dormindo tranqüila...”, o pequeno animalzinho te olha com uma cara de quem só vê uma coisa embaçada na frente dele e com um som esquisito, vira e dorme de novo; resolve tomar um banho antes da novela, mas mudou de canal no comercial e viu a propaganda do Greenpeace pedindo pra salvar as florestas... aí acabou-se! Cai num choro absurdo como se tivessem espremido na raça aquele pelo encravado na virilha, sabe? O mundo acabou pra você ali! Já faz uns 15 minutos que você ta chorando SEM MOTIVO APARENTE! E chorou tanto que dormiu e nem viu o traste chegando da sinuca completamente bêbado.
No outro dia, por ter dormido cedo – nem viu a novela, afinal, você tava chorando, lembra? – você acorda bem, descansada... e as lágrimas nem te deixaram inchada. Foi na hidro, comeu um mamãzinho, banhinho cheiroso com direito a olinho trifásico, cumprimentou todo mundo no escritório, disse que a Nadir perdeu peso (tudo mentira! É só porque você ta de bom humor), terminou dois relatórios que eram só pra depois do almoço, foi naquele restaurante que você adora, a tarde passou voando porque seus relatórios já tinham sido entregues, sua sogra sequer te ligou pra pedir nada, chegou em casa e tinha umas florzinhas com um bilhetinho do sem-vergonha que chegou tarde ontem e ficou com peso na consciência, tomou um shakezinho só pra forrar o estômago, outro banhinho com óleos essenciais e vendo TV ria sozinha com “Eu, a patroa e as crianças”. Até do pedido de fechamento de Guantânamo do Obama você riu... Tudo lindo!!!
Porque isso acontece?
Porque tudo é tão diferente?
Porque existem dias que parece que sua dor é tão gigante que nunca na vida vai existir nenhuma outra dor que se compare àquela? Ou outros dias que você está tão alegra que ri até da conta de celular?
A diferença é que nos dias alegres, a gente esquece de viver tão intensamente como vivemos os dias tristes. Sei lá.. deve ser do ser humano isso. A gente nunca acredita que aquela dor vai passar, mas também nem se dá conta que aquela alegria é passageira. Tudo é passageiro! Não há mal que dure pra sempre ou bem que nunca termine. É triste? Talvez...
Mas seria tão mais fácil se tivéssemos a consciência de que o tempo muda TUDO. Cura tudo! Falo por experiência própria. Não há dor NENHUMA no mundo que o tempo não sare. Nem alegria, de qualquer tamanho, que não diminua com o passar dos dias. É a realidade... É dureza, mas é assim.
Quem diz viver em felicidade eterna, mente! Ninguém vive 24/7 (joga no Google) feliz! Nem o Ronald Mc Donald, que ama muito tudo isso! Assim também como quem diz que a vida é um inferno e que é infeliz até dormindo. Meu.... volta pro laboratório! Vai fazer uma análise! Não é pra ser assim!
O negócio é não ter preguiça pra nada. Nem pra chorar e nem pra rir. É claro que é permitido ficar de MH de vez em quando. Assim como também se espera que as risadas saiam sem motivo vez ou outra. ISSO É VIVER!!!
Já tinha ouvido antes, mas ontem ouvi essa história de novo: Um monge que deu pro seu discípulo um papel dobrado e disse pra ele abrir no dia em que sentisse uma dor tão grande que achasse que iria morrer ou uma alegria tão intensa que sentisse que iria explodir. No papel estava escrito “ISSO TAMBÉM PASSA”.
Não dizem que até uva passa?! Misericórdia, essa foi terribile!!!! Mas vale o contexto. Tudo sempre vai passar. Cabe a nós vivermos as coisas a seu tempo. Viver as alegrias de uma maneira que elas tornem-se lembranças agradáveis pra sempre e as tristezas de um jeito que não nos deixem marcas tão profundas.
Afinal, o bom da vida é essa inconstância. Eu que sou geminiana sei bem o que isso quer dizer. A vulnerabilidade da vida é que torna tudo mais interessante. Um laguinho calmo, sem correnteza, com, no máximo, uns patinhos indo e vindo não tem a mesma energia do mar que se movimenta o tempo todo. E até mesmo ele (o mar) tem suas ressacas, não!?
Sendo assim, diante de uma tristeza que insiste em querer te deixar pra baixo, faça como Clark Gable em “E o vento levou” (noooosssaaa!!! Essa é do baú!) e, com aquele olhar 43, meio de lado já saindo, diga “Frankly, my dear, I don´t give a damn!” (traduzindo – para os que não sabem – Francamente, querida, eu não dou a mínima!) e varra essa tristeza pra fora da sala! Mas se for uma alegria imensurável, viva-a! Dê uma de Al Pacino em “Scarface” (por favor, assista!) e encha o peito pra dizer “I want what´s coming to me. I want the world and everything in it” (mais uma traduçãozinha – Eu quero o que está vindo pra mim. Quero o mundo e tudo o que vier nele), daí varra a alegria pra debaixo do tapete pra quando for tirá-lo pra lavar, lembrar-se dela novamente.
Agora.... se de nada adiantou tudo isso que escrevi.... Não se preocupe!!! ISSO TAMBÉM PASSA!
Carpe diem!!! Seja ele bom ou ruim... o importante é viver!
risada, faço os outros rirem, até cumprimento as pessoas... Mas têm dias que é melhor nem dizer “olá” porque eu sou capaz de morder (e segundo a minha irmã, eu mordo mesmo – mas eu sou vacinada, tudo bem.). Isso sem falar naqueles benditos dias em que eu choro até com propaganda de seguro de vida. Menino, não posso ver nem o Chaves levando um crock do Seu Madruga que to eu lá... em prantos!!Aahhh!! Vamos deixar bem claro aqui que NÃO estou falando de nada relacionado à TPM, ok? Sim porque se essas coisas acontecessem só durante esse período, ótimo! Pelo menos eu já saberia quando me evitar. Sim... porque se eu não fosse eu, não iria gostar de mim.
Mas o que eu to tentando explicar é o tanto de dificuldade que a gente mesmo põe na nossa vida. Seria tão mais fácil viver tranquilamente... Imaginem: Acorda, come alguma coisinha de leve, faz seus exercícios, banho, vai trabalhar, almoça, trabalha mais um pouquinho, volta pra casa, come alguma coisa, conversa com as pessoas de casa ou até mesmo os amigos, outro banhinho, come alguma coisa e vê TV até dormir. Pronto! Cronograma aprovado!
Mas não.... A gente insiste em mudar tudo. Já acorda xingando porque perdeu a hora da hidroginástica e agora vai ter que tomar banho correndo pra ir trabalhar e nem vai perder as calorias que você ia poder compensar com aquele pudinzinho que você já tava imaginando (eu, particularmente prefiro uma coxinha),aí chega no trabalho de MH (mau-humor para quem não sabe) porque ta morrendo de fome e não deu tempo de comer nada, aquele monte de coisa pra fazer e que, provavelmente, vai atrasar seu almoço e isso já te deixa p*** da vida; almoça um lanche horrível de atum porque seu MH fez você ficar cramando pra Nadir a manhã inteira e o relatório ainda não ficou pronto; olha pro relógio e já são 6h15 da tarde e você tem que sair correndo pra pegar sua sogra no médico que terminou a consulta às 5h30 e você já sabe o que te espera – Que gastuuuuuuuuuurrrrraaaaa!!. Larga a “amada” na casa dela, passa na padaria, olha aquele pudim que você NÃO vai poder comer porque faltou na hidro e leva só meia dúzia de pãezinhos; chega em casa, tem um bilhete do “respectivo” dizendo que foi jogar sinuca e vai demorar um pouquinho porque é aniversário do Gustavo (o cachorro não teve nem coragem de ligar no seu celular pra não ouvir besteira); você come dois dos seis pãezinhos jurando que amanhã vai malhar em dobro pra compensar; olha pro seu cachorro (porque não tem mais ninguém em casa pra conversar) e diz “Tá vendo, Nicolas? Porque que eu não nasci cachorro? Ia estar aí, como você, dormindo tranqüila...”, o pequeno animalzinho te olha com uma cara de quem só vê uma coisa embaçada na frente dele e com um som esquisito, vira e dorme de novo; resolve tomar um banho antes da novela, mas mudou de canal no comercial e viu a propaganda do Greenpeace pedindo pra salvar as florestas... aí acabou-se! Cai num choro absurdo como se tivessem espremido na raça aquele pelo encravado na virilha, sabe? O mundo acabou pra você ali! Já faz uns 15 minutos que você ta chorando SEM MOTIVO APARENTE! E chorou tanto que dormiu e nem viu o traste chegando da sinuca completamente bêbado.
No outro dia, por ter dormido cedo – nem viu a novela, afinal, você tava chorando, lembra? – você acorda bem, descansada... e as lágrimas nem te deixaram inchada. Foi na hidro, comeu um mamãzinho, banhinho cheiroso com direito a olinho trifásico, cumprimentou todo mundo no escritório, disse que a Nadir perdeu peso (tudo mentira! É só porque você ta de bom humor), terminou dois relatórios que eram só pra depois do almoço, foi naquele restaurante que você adora, a tarde passou voando porque seus relatórios já tinham sido entregues, sua sogra sequer te ligou pra pedir nada, chegou em casa e tinha umas florzinhas com um bilhetinho do sem-vergonha que chegou tarde ontem e ficou com peso na consciência, tomou um shakezinho só pra forrar o estômago, outro banhinho com óleos essenciais e vendo TV ria sozinha com “Eu, a patroa e as crianças”. Até do pedido de fechamento de Guantânamo do Obama você riu... Tudo lindo!!!Porque isso acontece?
Porque tudo é tão diferente?
Porque existem dias que parece que sua dor é tão gigante que nunca na vida vai existir nenhuma outra dor que se compare àquela? Ou outros dias que você está tão alegra que ri até da conta de celular?
A diferença é que nos dias alegres, a gente esquece de viver tão intensamente como vivemos os dias tristes. Sei lá.. deve ser do ser humano isso. A gente nunca acredita que aquela dor vai passar, mas também nem se dá conta que aquela alegria é passageira. Tudo é passageiro! Não há mal que dure pra sempre ou bem que nunca termine. É triste? Talvez...
Mas seria tão mais fácil se tivéssemos a consciência de que o tempo muda TUDO. Cura tudo! Falo por experiência própria. Não há dor NENHUMA no mundo que o tempo não sare. Nem alegria, de qualquer tamanho, que não diminua com o passar dos dias. É a realidade... É dureza, mas é assim.
Quem diz viver em felicidade eterna, mente! Ninguém vive 24/7 (joga no Google) feliz! Nem o Ronald Mc Donald, que ama muito tudo isso! Assim também como quem diz que a vida é um inferno e que é infeliz até dormindo. Meu.... volta pro laboratório! Vai fazer uma análise! Não é pra ser assim!
O negócio é não ter preguiça pra nada. Nem pra chorar e nem pra rir. É claro que é permitido ficar de MH de vez em quando. Assim como também se espera que as risadas saiam sem motivo vez ou outra. ISSO É VIVER!!!
Já tinha ouvido antes, mas ontem ouvi essa história de novo: Um monge que deu pro seu discípulo um papel dobrado e disse pra ele abrir no dia em que sentisse uma dor tão grande que achasse que iria morrer ou uma alegria tão intensa que sentisse que iria explodir. No papel estava escrito “ISSO TAMBÉM PASSA”.
Não dizem que até uva passa?! Misericórdia, essa foi terribile!!!! Mas vale o contexto. Tudo sempre vai passar. Cabe a nós vivermos as coisas a seu tempo. Viver as alegrias de uma maneira que elas tornem-se lembranças agradáveis pra sempre e as tristezas de um jeito que não nos deixem marcas tão profundas.
Afinal, o bom da vida é essa inconstância. Eu que sou geminiana sei bem o que isso quer dizer. A vulnerabilidade da vida é que torna tudo mais interessante. Um laguinho calmo, sem correnteza, com, no máximo, uns patinhos indo e vindo não tem a mesma energia do mar que se movimenta o tempo todo. E até mesmo ele (o mar) tem suas ressacas, não!?
Sendo assim, diante de uma tristeza que insiste em querer te deixar pra baixo, faça como Clark Gable em “E o vento levou” (noooosssaaa!!! Essa é do baú!) e, com aquele olhar 43, meio de lado já saindo, diga “Frankly, my dear, I don´t give a damn!” (traduzindo – para os que não sabem – Francamente, querida, eu não dou a mínima!) e varra essa tristeza pra fora da sala! Mas se for uma alegria imensurável, viva-a! Dê uma de Al Pacino em “Scarface” (por favor, assista!) e encha o peito pra dizer “I want what´s coming to me. I want the world and everything in it” (mais uma traduçãozinha – Eu quero o que está vindo pra mim. Quero o mundo e tudo o que vier nele), daí varra a alegria pra debaixo do tapete pra quando for tirá-lo pra lavar, lembrar-se dela novamente.
Agora.... se de nada adiantou tudo isso que escrevi.... Não se preocupe!!! ISSO TAMBÉM PASSA!
Carpe diem!!! Seja ele bom ou ruim... o importante é viver!


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